Da Redação
O Ministério do Turismo lançou dois mapeamentos para promover o turismo acessível para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida no Brasil. O primeiro é o Perfil do Turista com Deficiência, que revelou que mais da metade dos turistas com deficiência deixaram de viajar para algum destino no país por falta de acessibilidade.
A maioria deste público tem idade entre 41 e 50 anos (24,3%), é da região Sudeste (49,1%), e são mulheres (64,4%). O segundo mapeamento é o Mapeamento de Atrativos, Empreendimentos, Produtos e Serviços Acessíveis, que lista atrativos turísticos brasileiros com acessibilidade para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.
Ambos os mapeamentos têm como objetivo orientar prestadores de serviços e profissionais do setor para que possam se adaptar e melhorar as experiências de atendimento para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida, além de oferecer opções de destinos acessíveis como boas práticas turísticas.
Os mapeamentos foram desenvolvidos em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e estão disponíveis no portal do MTur.
O Mapeamento de Atrativos, Empreendimentos, Produtos e Serviços Acessíveis é um portfólio on-line com orientações gerais e específicas para cada tipo de atrativo turístico, listando o tipo de deficiência e como esses atrativos devem se adaptar para receber bem os turistas. A partir das adaptações, a ideia é possibilitar que os visitantes com deficiência possam usufruir da atividade turística com segurança e autonomia.
O Mapeamento da Acessibilidade foi realizado por meio de formulário respondido por empresas que ofertem produtos ou serviços turísticos. Também foram realizadas pesquisas na internet junto a empresários e demais interessados que desenvolvem ou usufruem do turismo acessível.
Na pesquisa, foram identificados 276 empreendimentos, produtos e serviços nas cinco regiões que já se estruturaram para receber turistas com algum tipo de deficiência. São parques, balneários, museus, restaurantes etc. Ao todo, 22 deles estão na região Norte, 35 na região Centro-Oeste, 46 no Nordeste, 73 na região Sul e 100 na região Sudeste. Para acessar, clique aqui.
Já o Perfil do Turista também está disponibilizado de forma on-line e foi realizado com base em formulário, dessa vez voltado para os turistas com deficiência, que responderam questões a respeito de como se sentem nos destinos turísticos, se já sofreram algum tipo de discriminação por conta de sua deficiência ou mobilidade reduzida, o quanto a acessibilidade influencia na visitação, entre outros questionamentos.
O resultado esperado após a divulgação dos mapeamentos é que mais de 140 mil prestadores de serviços turísticos e profissionais da linha de frente possam ser orientados com informações e dicas para receber bem as pessoas com deficiência, com qualidade, segurança e sem discriminação. Para acessar, clique aqui.
As duas pesquisas ainda receberão atualização com informações adicionais. O Mapeamento de Atrativos vai contar com mais atrativos e empreendimentos turísticos incluídos; já o Perfil do Turista com Deficiência receberá dados qualitativos, uma vez que o material vigente traz resultados quantitativos.
Durante a WTM, o Ministério do Turismo também apresentou uma cartilha atualizada com orientações para profissionais que atuam no setor sobre como atender bem pessoas com deficiência, considerando as necessidades deste perfil de viajante. A publicação foi desenvolvida em parceria com o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania. Para acessar, clique aqui.
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